TW: morte de familiar, luto, vício em drogas.

Nascido em uma família saída de comerciais de margarina, os primeiros anos de vida de Junwoo foram invejáveis: tinha um lar amoroso, sem cobranças ou expectativas, acesso às melhores escolas, clubes, era cercado de energia e calor humano. A família, no entanto, foi ceifada quando Siyeon faleceu. Junwoo tinha apenas dez anos, precisou aprender cedo a lidar sozinho com a falta: da irmã, que tinha partido para sempre, e dos pais, que, mesmo presentes fisicamente, estavam emocionalmente mais distantes do que nunca, consumidos pelo luto. A casa era sempre silenciosa, com um ar sufocante que fazia seus pulmões arderem a cada respiração e, em busca de fugir disso, o garoto mal passava tempo ali. Disfarçava o próprio sentimento se aventurando pela cidade, torrando o dinheiro dos pais à toa e tentando amenizar a dor de uma ferida aberta e inflamada.Aos dezessete anos, teve o primeiro contato com a heroína: inicialmente apenas uma ferramenta para relaxar, para esquecer o mundo ao seu redor, mas que aos poucos foi se tornando seu maior escape da realidade, fazendo com que se afundasse silenciosamente.
Seus pais ainda eram distantes demais para notar, então, pelo tempo que pôde, seguiu com a vida “normalmente”. Os anos foram se passando e, cada vez mais, seu vício também foi se intensificando, acabando em uma overdose. Foi quando finalmente notaram que o filho caçula não estava e não esteve bem durante todos os anos, intervindo então na situação e o internando. A internação durou apenas cinco meses e, quando retornou, acreditou por alguns meses que realmente conseguiria seguir com a própria vida, principalmente com os mais velhos agora acompanhando cada passo que dava. Pouco mais de seis meses depois, no entanto, já tinha recaído novamente no vício, dessa vez, assistidos pelos pais que, vez ou outra, precisavam correr ao seu socorro. Junwoo odiava a ideia de estar fazendo os dois sofrerem, odiava a atenção excessiva dos mais velhos em cima de si, as vezes até sentia raiva por ela ter vindo tão tarde, mas era tudo a influencia da química em seu cérebro; era um misto de sentimentos e quanto mais perdido ficava, menos tinha forças para se reerguer.
A virada de chave foi fruto das crises que tinha nesses momentos: estava alterado, dirigindo sabe-se lá Deus para onde quando atingiu alguém. O coreano não tem lembranças exatas desse dia, apenas flashes do seu carro se chocando contra um corpo e o jogando longe. Se lembra de sair do carro, mas não conseguir se aproximar; mal conseguia se manter em pé e alguém o segurou perto do veiculo, provavelmente com medo de que fugisse. Soube mais tarde que a pessoa estava viva, e logo depois foi novamente internado. Junwoo nunca realmente superou o acidente, agora além de tudo o que já tinha o perturbado durante toda a vida, a imagem de alguém sem rosto sendo lançado metros a frente pelo seu carro aparecia cada vez que fechava os olhos para dormir. Mesmo que o tempo recomendado de internação fosse de seis meses a um ano, se manteve naquela clinica durante quase dois, com medo de encarar o mundo e o que ele guardava para si.Felizmente, dessa vez tudo foi diferente: mesmo tendo crises de abstinência constantes, engatilhadas tanto por situações familiares quanto pelos sonhos que nunca o abandonavam, Junwoo conseguiu se segurar. No entanto, se sentia sufocado pelo excesso de atenção dos pais, que queriam continuar monitorando cada passo seu, além da insistência para recuperar a relação de pais e filho. Nunca conseguiu deixar de ter magoa deles, ao mesmo tempo em que entendia que eles também lidaram com o luto e a morte de Siyeon do jeito que podiam. Seria o aniversario da mais velha na tarde que saiu de casa, pegando o carro decidido a encontrar um lugar onde a tristeza não dominasse. Parou em Doranji. Uma cidade que nunca tinha ouvido falar e, a principio, até estranhou a localização dela. Passou a tarde por ali, explorando as ruas paradas e observando a população que parecia não se importar com a sua presença. E então foi quando decidiu: ter descoberto aquele lugar não poderia ser obra do acaso, era um sinal de onde deveria recomeçar a sua vida.


Linha do tempo:

2001: Nascimento;
2011: Morte da irmã;
2018: Envolvimento com drogas;
2020: Overdose, primeiro internamento;
2022: Acidente, segundo internamento;
2024: Segundo semestre do ano: se mudou para Doranji;


likes: dias chuvosos, música, queijo, chocolate, bebidas gaseificadas, carros.

dislikes: café, hospitais, comida apimentada, academia, silencio.


⁍ Quando está em dias mais sensíveis, tem a sensação de que as marcas de agulha ainda são visíveis no seu corpo, o que o faz vestir roupas de manga longa mesmo que esteja calor.
⁍ Tem mania de roer o cantinho das unhas.
⁍ Por odiar silencio, costuma ficar em casa logado no spotify. Se não for musica, é podcast, e se não for nenhum dos dois, é a televisão. Com isso, acaba consumindo todo tipo de conteúdo possível.
⁍ Está sempre procurando alguma coisa para fazer, mas também não tem paciência para cultivar muitos hobbies. Ao invés disso, começa várias coisas e raramente termina alguma.

⁍ É inimigo de conversas sérias; costuma falar o que sente por meio de piadinhas (quando fala).
⁍ Pode ser visto como alguém despreocupado por quem não o conhece, mas a realidade é o oposto.
⁍ Algumas das ferramentas terapêuticas que utiliza é a caminhada e o ciclismo.
⁍ Tem dificuldade em manter contato com os pais, sente que já "passaram da idade" de performar a família feliz. Mesmo assim, os mais velhos costumam o visitar com frequência.
⁍ Odeia o próprio aniversário, mas faz questão de ir até Busan no aniversário da irmã.
⁍ Tem insônia por conta de pesadelos constantes.

01. f/m, any age
Muse costumava frequentar os mesmos tipos de festas que Junwoo em Busan. Interagiram algumas vezes, mas de forma extremamente superficial. Perderam o contato quando Junwoo, misteriosamente, deixou de frequentar esses locais, mas acabaram se encontrando novamente em Doranji.
02.f/m, any age.
Chegou em Doranji sem nenhuma profissão, pulando de estabelecimento em estabelecimento por alguns meses. Muse foi um/a dos seus/as primeiros/as colegas de trabalho e, mesmo após Junwoo trocar de ramo, os dois ainda mantém contato.
03. f/m, 23-24.
Tentaram manter um relacionamento por algum tempo, mas todo o período foi catastrófico. Junwoo não tinha maturidade e nem preparo emocional para se envolver com alguém, o que acabou apenas machucando Muse. Perderam contato após o término e voltaram a se encontrar quando Muse precisou levar o carro a oficina.


OOC+25, ela/dela.
Junwoo é um personagem fictício, nenhuma atitude ou fala dele condiz com a realidade.
Adoro plotar e combinar coisas, então caso tenha alguma abertura de conexão entre os personagens, é só me chamar!

001
002
003

<link>
<link>
<link>